quinta-feira, 12 de junho de 2008

Confissões

Translúcida de alma
Em rodopiares de frios e arrepios
De torpores e calores
Viajo na solidão
Do leito vazio.

Excitam-me os sons noturnos
E como em febre que devassa
Muda em meus desenhos
Oprimida pela hora que passa
Faminta de beijos e gozos
As lembranças, tais algozes,
Desperfumam meu corpo lasso
Enchem-me de úmidas névoas
Afagam-me as curvas sinuosas
As pernas, as coxas, os braços
E como que ungida por encantos
Passa-me pelos olhos ardente
O teu relevo flamejante...anseio,
Mas só o lume da lareira
Vê meu ventre, meus seios
De canduras ondulantes

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